sábado, 5 de abril de 2008

De que me serve...



De que me servem as palavras
Se eu não usá-las para o bem de quem me escuta?

De que me serve o conhecimento
Se eu não passar adiante e ensinar o que aprendi?

De que me serve o perdão
Se quando eu for ferido não doá-lo ao ofensor?

De que me servem as lágrimas
Se eu tiver vergonha que elas banhem o meu rosto?

De que serve o sorriso
Se eu me nego a ofertá-lo a quem esta junto a mim?

De que me serve a amizade
Se eu não partilho minha vida nem a divido com alguém?

De que me serve o amor
Se eu for incapaz de amar e fazer alguém feliz?

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Chorei

Não pude conter-me!
As lágrimas corriam pressurosas.
Teimavam em cair,
Molhando-me o rosto já desfigurado pela tristeza.
Quando compreendi a razão do meu lamento;
Permiti-me chorar.
E chorei!
Chorei pelo que podia ter feito e não fiz.
Como eu pude aquietar-me enquanto há tanto a fazer?!?
Eu poderia ter criado tantas coisas.
Ter realizado,
Construído,
Empreendido!
Chorei pelo que podia ter dito e não disse.
Como eu pude calar-me enquanto a tanto a dizer?!?
Eu poderia ter ajudado tantas pessoas.
Ter exortado,
Consolado,
Edificado!
Chorei pelo que podia ter amado e não amei.
Quantos amores se me apresentaram.
Quantas paixões incontidas.
Eu poderia ter amado,
Me apaixonado,
Me envolvido!
Porém...
As lágrimas que instavam em cair não molhavam apenas o meu rosto.
Elas foram mais profundas.
Bem no íntimo do meu ser.
E lavaram-me o sentimento de perda que me fazia chorar.
Quando compreendi a razão do meu lamento;
Permiti-me chorar.
E chorei!
Chorei por saber que nem tudo estava perdido.
Que novas oportunidades viriam a mim.
Que eu teria novamente a chance de fazer,
De falar,
De amar.
E agora...
...tudo que me viesse a mão para fazer eu faria.
Não mais me aquietaria.
Não me calaria,
Não deixaria jamais de amar!
E,
As próximas lágrimas que brotassem dos meus olhos,
Não seriam mais por um sentimento de perda.
Mas por um sentimento mais nobre:
A certeza do dever cumprido!
A estrada da vida é longa e seus caminhos variados.
Quem não caminha de mãos dadas
pode vir a perder-se numa encruzilhada

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Metamorfose da Alma

Quero sair do meu casulo e voar livre
elevar-me bem perto do criador.
Desvencilhar-me das amarras do meu ser
e deixar de rastejar qual lagarta ao pó.
Quero ser livre...
...dos sentimentos e ações baixas que produzem dor e sofrimento
...das palavras penetrantes, cortantes que não edificam nem consolam
...das paixões infames, que induzem as práticas espúrias, ocultas no meu íntimo.
Quero sofrer a metamorfose da alma
Ser livre!
Voar nas asas da liberdade
e liberto, alçar os mais altos vôos.
E, qual linda borboleta, colorir o céu da minha existência.
Transitar livre
e gritar forte ao vento: liberdade, liberdade, liberdade!

Pensando bem...

Não lamentes muito tempo por algo que poderia ter sido, mas não foi.
Na certa coisas melhores estão à tua espera.
É hora de enxugar as lágrimas,
sacudir a poeira,
e avançar rumo a novas e grandiosas conquistas.
Quem resolve parar,
estagnar no tempo,
ou cruza os braços à espera de que algo mais aconteça;
tem uma grande probabilidade de passar pela vida e não viver.
A vida é feita de momentos grandes e pequenos
e também de oportunidades singulares
é preciso estar atento a elas.
Algumas pessoas levam uma vida de privações,
porque um dia, deixaram escapar uma grande oportunidade profissional.
Outras lamentam nunca terem vivido nem experimentado um grande amor,
porém, rejeitaram a oportunidade quando a vida lhes presenteou.
Pensando bem,
se a vida é uma somatória de ação versus reação
de causa versus efeito
de semeadura versus colheita
faz-se necessário aprender a viver melhor.
Não negligenciar os momentos e oportunidades ofertadas pela vida
encarar e viver intensamente cada uma delas
não viver em lamentos pelo que se foi
nem nas lágrimas do quase.
É necessário sacudir a poeira
e avançar rumo às novas e grandiosas conquistas que a vida tornará a oferecer.